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| Documentação: Cruzada 70: -Deixem-nos ouvir a testemunha, pelo amor de Deus! | ||||||||||||||||||||||
-Deixem-nos ouvir a testemunha, pelo amor de Deus!Se não há nada a esconder com respeito à Mensagem de Fátima, porque é que a única (e última) testemunha ocular das revelações de Fátima nunca é autorizada a falar pessoalmente aos fiéis? E por que razão a recente entrevista de duas horas com a Irmã Lúcia realizada em segredo e da qual não foi disponibilizada qualquer transcrição contém apenas 44 palavras da vidente sobre a Consagração da Rússia e a revelação do Terceiro Segredo? Pelo Dr. Christopher A. Ferraramuito se tem escrito sobre a última entrevista da Irmã Lúcia, realizada em segredo dentro dos muros do Convento de Coimbra. A entrevista foi conduzida, a 17 de Novembro de 2001, pelo Arcebispo D. Tarcisio Bertone (Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé), mas por qualquer razão que desconhecemos o seu conteúdo manteve-se em segredo durante mais de um mês, até que a 21 de Dezembro de 2001 o Osservatore Romano publicou (na sua edição italiana) um breve comunicado de Mons. Bertone sobre essa entrevista, com o título "Encontro de Sua Excelência Mons. Tarcisio Bertone com a Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Imaculado Coração". A 9 de Janeiro de 2002 saía a público, na edição inglesa do Osservatore Romano, a tradução dessa entrevista. A essência do comunicado é, segundo Bertone, ter a Irmã Lúcia dito que a consagração do mundo feita em 1984 satisfaz o pedido da consagração da Rússia, e que "tudo foi publicado; já não há mais nada secreto". Uma tal afirmação, oficial, contradiz tudo o que a Irmã Lúcia tem dito ao longo de quase setenta anos. Esta declaração é apresentada como sendo a resposta da Irmã Lúcia a uma pergunta sobre o Terceiro Segredo pergunta essa que, por muito estranho que pareça, não é dada a público. Quando qualquer jornal (ou revista) publica uma entrevista de uma pessoa importante, o que o leitor espera exactamente encontrar é uma série de perguntas completas, seguida de outras tantas respostas completas, de modo a poder saber claramente e no seu pleno contexto aquilo que o entrevistado (ou, neste caso, a entrevistada) tinha para dizer pelas suas próprias palavras. Não foi assim neste caso: embora sejamos informados de que Bertone e a Irmã Lúcia conversaram durante "mais de duas horas", de toda a conversa só é dado a público um resumo (do próprio Bertone), apenas salpicado de algumas palavras que são atribuídas à Irmã Lúcia. Não foi realizada qualquer transcrição, gravação sonora ou em vídeo daquela sessão de duas horas. E na verdade, como eu me proponho aqui demonstrar, daquilo que se afirma ter dito a Irmã Lúcia, só uns escassos 10% têm a ver com a alegada finalidade da entrevista que não serviu senão para reacender contínuas dúvidas no espírito de milhões de Católicos quanto à Consagração da Rússia e quanto à totalidade da revelação do Terceiro Segredo, por parte do Vaticano. Um comportamento suspeito;Suponho que já deveríamos estar acostumados a irregularidades suspeitas quanto ao modo como o aparelho de estado do Vaticano trata a Irmã Lúcia, e esta "entrevista" revelada com atraso e elíptica não é excepção. O comunicado de Bertone demonstra que a Irmã Lúcia continua a ser tratada como se estivesse incluída no Programa Federal de Protecção às Testemunhas (vigente nos Estados Unidos). É certo que se trata de uma freira de clausura. Mas uma entrevista é uma entrevista, e duas horas a falar são duas horas a falar! Então onde está a entrevista, e o que aconteceu às duas horas de conversa? E como se poderá harmonizar este curioso substituto de uma entrevista com a afirmação de que a Irmã Lúcia já revelou tudo o que havia a dizer sobre a Mensagem de Fátima? Ora, se ela já contou tudo o que sabe, então não há nada a esconder. E se não há nada a esconder, por que razão não se publica tudo o que lhe foi perguntado e tudo o que ela respondeu naquele espaço de duas horas? Ou porque não deixar simplesmente que a Irmã Lúcia fale ao mundo, livremente e o tempo que quiser, dissipando todas as dúvidas que possam existir? No entanto, apesar da publicação, a 26 de Junho de 2000, do comentário A Mensagem de Fátima da autoria do Cardeal Joseph Ratzinger e do Arcebispo Bertone documento que nos garante que a Rússia foi devidamente consagrada e que todos os eventos contidos no Terceiro Segredo já "pertencem ao passado" , a Irmã Lúcia continua ainda afastada dos microfones e de testemunhas que sejam neutras. Ela esteve completamente invisível durante a revelação Bertone/Ratzinger da visão contida no Terceiro Segredo, e perante a publicação do seu Comentário. E continua invisível ainda hoje, mesmo se ( -Vá! Podem dizer em coro! ) "Fátima pertence ao passado". A primeira (e evidente) falsidadePassarei a referir resumidamente os vários pontos da "entrevista" de Novembro último incluindo, na sua grande totalidade, as quarenta e quatro palavras atribuídas à própria Irmã Lúcia acerca dos assuntos em controvérsia, durante as alegadas duas horas de conversação. Antes, porém, quero fazer notar que o comunicado de Bertone põe em causa, quase de imediato, a sua própria credibilidade, com a seguinte asserção que carece de qualquer referência probatória baseada em palavras da Irmã Lúcia: "Continuando a discutir o problema da terceira parte do segredo de Fátima, ela [a Irmã Lúcia] disse que leu atentamente e meditou no opúsculo publicado pela Congregação para a Doutrina da Fé [isto é, A Mensagem de Fátima], e confirma tudo o que aí se diz". Tudo, como? Toda e qualquer alegação? Cada palavra? Nesse caso para começar Bertone pretendia fazer-nos acreditar que
Observemos agora tudo isto com sensatez. Quando um funcionário do Vaticano, seja qual for o seu estatuto, vem declarar à saída da reclusão de um convento que uma freira de clausura, de 94 anos, "confirma tudo" o que está num documento de quarenta páginas de que esse funcionário do Vaticano é co-autor , qualquer espírito lúcido espera algo mais acerca da maneira como é feita tal corroboração. E mais ainda se esse documento de quarenta páginas sugere, embora polidamente, que a religiosa em questão é uma piedosa fraude. Basta este fundamento, apenas, para podermos concluir que esta última entrevista secreta da Irmã Lúcia é mais uma tentativa de manipular e explorar uma testemunha, prisioneira, a quem ainda é devida a autorização para se dirigir aos Fiéis à sua vontade, usando as suas próprias expressões pessoais e sem que estas sejam filtradas. Mas não; a última vidente de Fátima continua sujeita a entrevistas à porta fechada, durante as quais está rodeada de manipuladores que vêm depois relatar o seu "testemunho" parcelarmente e aos bocados: uma resposta sem a pergunta, uma pergunta sem a resposta. E agora pedem-nos para acreditar que a Irmã Lúcia concorda com "tudo" aquilo que consta em quarenta páginas de um "comentário" neo-modernista que tal como até o Los Angeles Times pôde verificar "demoliu com luva branca o culto de Fátima"? Não, obrigado. Embora se vá tornando já muito claro que esta "entrevista" é altamente suspeita, mantém-se ainda a necessidade de o demonstrar mais amplamente, para que conste em registo histórico. Assim, e em primeiro lugar, impõe-se como fundamental rever o anteriormente sucedido. A dúvida cresce entre os FiéisComo já fiz notar, esta última entrevista foi expressamente orientada para esmagar nos Fiéis uma dúvida crescente sobre a recente e descarada campanha do Vaticano para empurrar a Mensagem de Fátima para a vala comum da História. Como o comunicado de Bertone admite:
Com efeito, o generalizado cepticismo sobre a revelação, pelo Vaticano, da totalidade do Terceiro Segredo veio à superfície nos principais órgãos de comunicação social católicos por volta de Maio de 2001, quando a Madre Angelica, voz de milhões de pessoas, declarou num programa televisivo em directo:
O verdadeiro Segredo de Fátima
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"Quiero pôr,
ao lado da devoção do Meu Divino Coração, a
devoção deste Imaculado
Coração". |
39 palavras: O efeito que as aparições de Fátima tiveram na vida da Irmã Lúcia.
O que tem isto a ver com o reiterado propósito da emergência de uma entrevista secreta no próprio convento da vidente? A Irmã Lúcia já tratou exaustivamente deste assunto nas suas volumosas Memórias Foi então para obter só isto que um funcionário do Vaticano se deslocou a Portugal para um encontro de duas horas?
34 palavras: A Irmã Lúcia nega ter recebido quaisquer novas revelações.
É realmente muito estranho que, ao mesmo tempo que a Lúcia de Bertone nega ter tido qualquer outra revelação do Céu, declare no mesmo comunicado e contrariamente a todos os seus anteriores testemunhos que a Consagração do mundo feita em 1984 "foi aceite pelo Céu". (Vejam-se as palavras que lhe são atribuídas na página 49 do presente número da revista The Fatima Cruzader Nº 70). Como saberia ela tal coisa, não havendo quaisquer novas revelações?
12 palavras: A Irmã Lúcia diz que a sua comunidade de Carmelitas rejeitou as fórmulas de súplica que o Apostolado do Padre Gruner está a fazer circular pedindo a Consagração da Rússia.
E isto, então? E a consagração da Rússia? Foi já feita ou não?
Até aqui contámos 419 das 463 palavras atribuídas à Irmã Lúcia, nas citações supostamente feitas palavra a palavra no comunicado. Restam apenas 44 palavras.
É verdade. Por incrível que pareça, o tão apregoado comunicado de Bertone contém apenas quarenta e quatro palavras da "Irmã Lúcia" sobre a Consagração da Rússia e a revelação do Terceiro Segredo assuntos que, supostamente, levaram Bertone a pôr-se a caminho até ao Convento de Coimbra.
Vejamos como essas quarenta e quatro palavras se distribuem:
9 palavras a respeito (ao que parece) do Terceiro Segredo: "Tudo foi publicado; já não há mais nada secreto".
A pergunta que levou a esta resposta não nos é facultada. Em vez disso, o comunicado de Bertone declara: "Para aqueles que possam imaginar que alguma parte do Segredo foi ocultada, ela respondeu: " seguido das nove palavras acima transcritas.
"Respondeu" a quê? Sobre o quê, exactamente, foi inquirida a Irmã Lúcia, acerca da revelação pelo Vaticano da visão do Terceiro Segredo? Qual foi o contexto total onde se encaixam pergunta e resposta? E porque não foi Lúcia inquirida sobre a única pergunta sobre que se questionam milhões de pessoas em todo o mundo: -Onde estão as palavras de Nossa Senhora que vêm a seguir à frase "Em Portugal conservar-se-á sempre o dogma da Fé, etc."?
Repare-se que não parece terem sido feitas à Irmã Lúcia quaisquer perguntas em concreto sobre este ponto, tais como:
- Nossa Senhora disse algumas palavras que expliquem a visão do Bispo vestido de branco que aparece no Terceiro Segredo?
- Ou incluirá o Terceiro Segredo um texto em separado que explique a visão do Bispo vestido de branco?
- O que tem a dizer sobre o depoimento de numerosas testemunhas (incluindo o Bispo de Fátima e o Cardeal Ottaviani), de que o Terceiro Segredo foi escrito numa única folha de papel opondo-se, deste modo, às quatro folhas de papel nas quais estava escrita a visão do Bispo vestido de branco?
Todos estes pormenores foram estudadamente suprimidos. Esta é a omissão por demais reveladora nº 4. Nem sequer nos foram dadas a conhecer as palavras da única pergunta que foi feita à vidente.
14 palavras sobre a interpretação Bertone/Ratzinger do Terceiro Segredo: "Isso não é verdade. Eu confirmo totalmente a interpretação [do Terceiro Segredo] feita no ano do Jubileu".
Com estas palavras, a Irmã Lúcia está supostamente a negar as notícias divulgadas pela imprensa segundo as quais ela teria expressado ao Padre Luigi Bianchi e ao Padre José Santos Valinho as suas dúvidas sobre a interpretação do Terceiro Segredo feita pelo Comentário.
E espera-se que acreditemos que Lúcia concorda ter sido o Terceiro Segredo plenamente realizado a 13 de Maio de 1981, com a tentativa falhada de assassinato do Papa João Paulo II, embora o mesmo Comentário inclua uma suposta carta da Irmã Lúcia ao Santo Padre, datada de 12 de Maio de 1982 um ano mais tarde , na qual ela avisa que "( ) não vemos ainda, como facto consumado, o final desta profecia ( )". Como pode ver-se nesta mesma carta, a Irmã Lúcia não estabelece relação absolutamente nenhuma entre a tentativa de assassinato e o Terceiro Segredo.
Ainda nesta suposta carta de 1982 dirigida ao Papa, é muito curioso ter a Irmã Lúcia utilizado as palavras "A terceira parte do Segredo que tanto ansiais por conhecer". Porque é que o Papa ansiaria tanto conhecer a terceira parte do Segredo, se já tinha o texto em sua posse no Vaticano onde ele estava guardado desde 1957? Porque é que Sua Santidade ansiaria tanto conhecer aquilo que, afinal, já tinha lido em 1981 (segundo afirmação de Bertone/Ratzinger) ou ainda mais cedo, em 1978, como o porta-voz da Santa Sé, Joaquín Navarro-Vals, declarou à imprensa portuguesa?
Também é muito revelador que a expressão "que tanto ansiais por conhecer" tenha sido retirada pelo Vaticano da citação do original português da mesma carta, em todas as versões do Comentário em diversas línguas. A própria versão do Comentário em Língua Portuguesa omite essa frase "que tanto ansiais por conhecer" da reprodução tipográfica portuguesa da carta original. Sem dúvida o aparelho do Vaticano quis evitar um turbilhão de perguntas sobre de que modo estaria o Papa ansioso por conhecer uma coisa que ele já conhecia. Mas na altura em que os repórteres pudessem comparar as suas transcrições com a carta original em Português, já a conferência de imprensa teria terminado o que inviabilizava que se fizessem outras quaisquer perguntas.
Parece-me que, de tudo isto, só duas conclusões são possíveis: ou a carta não era realmente dirigida ao Papa ou, então, havia algo mais que fazia parte do Segredo e que o Santo Padre realmente desconhecia à data dessa carta, 12 de Maio de 1982. -Oh, que emaranhada é a teia que começa por uma mentira!
21 palavras sobre a Consagração da Rússia: "Eu já disse que a Consagração desejada por Nossa Senhora foi feita em 1984, e que ela foi aceite pelo Céu."
Alegadamente, tais palavras foram ditas pela Irmã Lúcia em resposta à pergunta: "O que tem a dizer sobre as persistentes afirmações do Padre Gruner, que anda a recolher assinaturas pedindo ao Papa que consagre finalmente a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, coisa que ainda não foi feita?"
Ora bem: está fora de dúvida que esta mesma testemunha disse repetidamente, em declarações amplamente divulgadas, que as cerimónias de Consagração de 1982 e de 1984 não eram suficientes para honrar o pedido de Nossa Senhora, porque, em nenhuma dessas ocasiões, nem a Rússia fora mencionada nem houve participação do episcopado de todo o mundo. No entanto, segundo a entrevista de Bertone, a vidente mudou o seu testemunho, declarando agora que a cerimónia de Consagração de 1984 "foi aceite pelo Céu".
Mas é digno de nota que a Irmã Lúcia não é questionada acerca das suas várias declarações anteriores em que ela afirmava o contrário, nem se lhe pede explicação sobre a sua suposta alteração de testemunho. Espera-se, pois, que acreditemos piamente que nada do que ela disse anteriormente tem qualquer peso, e que só quando a vidente fala em segredo com o Arcebispo Bertone é que diz a verdade sobre este assunto.
Bastante significativo é o facto de a Lúcia de Bertone não nos dizer quando, onde ou a quem ela "já disse" que a Consagração de 1984 por ela anteriormente declarada inaceitável é agora aceitável. Porquê uma tal imprecisão, quando Bertone tinha agora uma oportunidade única de arrumar este assunto, apresentando um testimunho específico? Porque não lhe pediu ele, por exemplo, que autenticasse (pelo menos) algumas das diversas cartas feitas a computador que, em 1989, começaram misteriosamente a aparecer com a suposta assinatura dela cartas que vêm afirmar que a Consagração da Rússia se cumpriu em 1984? Esta é a omissão por demais reveladora nº 5.
E o mais suspeito de tudo é o facto de o Comentário, em si mesmo, assentar inteiramente numa destas estranhas cartas, datada de 8 de Novembro de 1989 (e cujo destinatário não está identificado), como prova de que a Consagração fora já realizada. No entanto, a credibilidade dessa carta esvai-se por si mesma quando afirma que o Papa Paulo VI já tinha consagrado o mundo ao Imaculado Coração de Maria em 1967, durante a sua breve visita a Fátima consagração que nunca aconteceu, como a Irmã Lúcia bem o sabe, uma vez que foi testemunha de toda essa visita. Porque é que Bertone não fez qualquer tentativa para autenticar esta carta, tão candentemente discutida e único elemento basilar do Comentário , aproveitando todo o tempo de uma longa entrevista com a própria (suposta) signatária desse documento? Esta é a omissão por demais reveladora nº 6.
Portanto, é esta a soma total quarenta e quatro palavras daquilo que a Irmã Lúcia terá dito durante uma entrevista de duas horas sobre uma das maiores controvérsias da História da Igreja. E é-nos pedido que aceitemos, como sendo o final da história de Fátima, estas 44 palavras de uma testemunha sempre ocultada palavras que, supostamente, se destinavam a dissipar todas as dúvidas, perguntas e receios de milhões de Fiéis mesmo se, manifestamente, a Rússia não se converteu, e a convergência das forças de violência e de rebelião contra Deus e contra a Sua Lei ameaçam acrescidamente a cada dia que passa.
* 4ª circunstância suspeita: Não foi disponibilizada qualquer gravação ou transcrição dessa entrevista.
Porque é que não foi apresentada nenhuma transcrição da entrevista, nem uma gravação áudio ou vídeo, nem qualquer outra reprodução isenta, de modo a mostrar com toda a precisão, i) que perguntas foram feitas por Bertone, ii) que respostas (completas) deu a Irmã Lúcia, iii) a própria sequência de perguntas e respostas e iv) quaisquer comentários ou sugestões que tanto Bertone como os restantes presentes poderiam eventualmente ter feito à Irmã Lúcia durante as "mais de duas horas" em que estiveram juntos na mesma sala. Onde está aquela troca verbal que se pode ver em qualquer entrevista publicada?
Mais ainda: porque precisou Bertone de mais de duas horas para conseguir quarenta e quatro palavras da Irmã Lúcia sobre os assuntos em debate? Se admitirmos que a Irmã Lúcia precisou de 1 minuto para produzir essas 44 palavras então que mais disse ela, e Bertone, o Padre Kondor e a Madre Superiora, em todo o restante tempo do encontro, ou seja, cerca de 1 hora e 59 minutos?
Ter-se-ia feito recordar à Irmã Lúcia o seu voto de "obediência"? Ter-se-lhe-ia insinuado que toda a Igreja estava suspensa das suas respostas, por forma a pôr termo a esta controvérsia "divisiva"? Ter-lhe-ia sido sugerido que a sua lealdade "ao Santo Padre" requeria que ela aceitasse a interpretação de Bertone/Ratzinger da Mensagem de Fátima, mesmo se a (supostamente sua) carta ao Papa, de 1982, a contradiz? Ter-lhe-ia sido dito como era importante para a Igreja o facto de ela garantir a toda a gente que a Rússia já tinha sido consagrada, apesar de tudo o que, em contrário, ela dissera ao longo de toda a sua vida? Ter-lhe-ia sido dada a impressão de que, se assim não fizesse, estaria a contradizer o próprio Papa?
Ou talvez, tendo a Irmã Lúcia dado muitas respostas que não agradaram ao seu inquiridor, ter-lhe-ão feito sempre e unicamente as mesmas perguntas, repetindo-as e formulando-as de maneiras diferentes, até ela ter produzido as respostas "correctas"? Até que ponto terá a testemunha sido sujeita a semelhante pressão, mais ou menos subtil, durante as duas horas em que, fechada numa sala, esteve rodeada pelos seus superiores?
Se nada houvesse a esconder, certamente Bertone teria feito com que uma entrevista tão crucial com a única testemunha sobrevivente das aparições de Fátima, já com 94 anos fosse gravada em áudio ou em vídeo ou, pelo menos, transcrita palavra a palavra por um estenógrafo, de modo a que as declarações da testemunha pudessem conservar-se no caso de ela falecer o que, na sua idade, decerto sucederá num futuro mais ou menos próximo. Contudo, eu estaria tentado a afirmar que não existe gravação alguma, nem transcrição, nem um registo independente de toda a entrevista de Bertone. Porque, ao que parece, há um medo terrível de deixar que esta testemunha fale à vontade, pelas suas próprias palavras, em resposta a uma série de perguntas, simples e directas. Das quarenta e quatro palavras da Irmã Lúcia que aparecem no comunicado de Bertone, cada uma delas é cuidadosamente ponderada, como que deixada cair de um conta-gotas.
É certo que o registo destas declarações era de um risco enorme. E se a Irmã Lúcia, com toda a coerência, desse as respostas "erradas"? E se as respostas que ela desse tivessem de ser reconstituídas de entre perguntas dirigidas ou de subtis persuasões, quer do entrevistador quer dos outros assistentes? O que fazer com um registo que revelasse tais coisas? Como poderia ser afastado do público ou só parcialmente revelado? Como poderia ser escondido ou destruído uma vez criado?
Eu ficaria feliz se se pudesse demonstrar que estou errado Talvez haja uma fita ou uma transcrição total dessa sessão de duas horas. Mas, se há, seria muitíssimo reveladora a própria recusa do Vaticano em apresentá-la.
* 5ª circunstância suspeita: O comunicado italiano seria supostamente assinado por Bertone e pela Irmã Lúcia; mas a tradução em língua inglesa omite a "assinatura" desta.
Em primeiro lugar, porque é que a Irmã Lúcia assinaria o comunicado em italiano de Bertone sobre aquilo que ela alegadamente lhe disse em Português? Porque é que a Irmã Lúcia não faz nem assina o seu próprio testemunho dado na sua língua materna? E se é mesmo verdade que a Irmã Lúcia falou com Bertone durante mais de duas horas, porque não preparar simplesmente uma transcrição fidedigna das suas palavras em Português que ela assinaria , em vez do tão conveniente comunicado de Bertone?
Além disso, por que razão foi omitida a "assinatura" da Irmã Lúcia da tradução inglesa do comunicado? Pensando bem, que documento deveria ser por ela assinado em primeiríssimo lugar? o comunicado em italiano, ou o original português do mesmo documento (que, por sinal, ainda ninguém apresentou)?
Mas, em qualquer dos casos, que valor terá a "assinatura" da Irmã Lúcia aposta a um documento escrito numa língua que ela não fala e que, embora citando parcialmente o seu testemunho (na língua que ela fala), não apresenta as perguntas completas que lhe foram feitas nem as respostas completas que ela deu?
A conclusão a que incontornavelmente se chega é a seguinte: tanto Bertone como o próprio aparelho de estado do Vaticano não têm qualquer intenção de, algum dia, vir a autorizar a Irmã Lúcia a pronunciar-se à vontade, de uma forma completa e com as suas próprias palavras acerca dos assuntos fundamentais que ficaram ainda por esclarecer, referentes à Mensagem de Fátima. É isto mesmo que vem ao de cima com a circunstância suspeita que se segue:
* 6ª circunstância suspeita: O livro, de 303 páginas, recém-publicado pela Irmã Lúcia sobre a Mensagem de Fátima omite por completo todo e qualquer assunto supostamente tratado na entrevista secreta de Bertone.
Em Outubro de 2001, a Biblioteca do Vaticano publicou um livro da Irmã Lúcia intitulado Os apelos da Mensagem de Fátima. A Introdução, igualmente de sua autoria mas revista e aprovada pela Congregação para a Doutrina da Fé, insiste em que é intenção da Irmã Lúcia dar "uma resposta e um esclarecimento daquelas dúvidas e perguntas que me têm sido feitas." O Prefácio, do actual Bispo de Leiria-Fátima, observa do mesmo modo que a Irmã Lúcia pedira autorização à Santa Sé para escrever um livro sobre Fátima, por forma a "responder a múltiplas perguntas de uma forma global, uma vez que lhe era impossível responder a cada pessoa individualmente."
Pois a despeito do seu reiterado propósito, aquelas 303 páginas não abordam nenhuma das "dúvidas e perguntas" que prevalecem acerca da Mensagem de Fátima. Os erros da Rússia, o Triunfo do Imaculado Coração de Maria, a Consagração da Rússia que resultará na sua conversão, o período de Paz prometido pela Santíssima Virgem como fruto dessa Consagração e o Terceiro Segredo nem sequer são mencionados no livro. Nem mesmo a Visão do Inferno é mencionada na discussão da Irmã Lúcia sobre a vida eterna e a busca do Perdão de Deus. Em suma: o que o livro apresenta é uma Mensagem de Fátima exaustivamente expurgada, totalmente despida de qualquer dos seus elementos proféticos e admoestadores. A versão da Mensagem de Fátima que encontramos neste livro só muito dificilmente precisaria de um Milagre do Sol para que todos acreditassem.
Mas o que é verdadeiramente espantoso é que, quando a Irmã Lúcia é autorizada a escrever um livro (de 303 páginas) que trate das "dúvidas e perguntas" sobre a Mensagem de Fátima, ela nada diz sobre as dúvidas e perguntas que milhões de pessoas continuam a ter. Só quando é entrevistada em sigilo e por um inquiridor pessoalmente comprometido que, por sinal, é uma relevante figura de autoridade da Igreja , é que é permitido à "Irmã Lúcia" alongar-se em torno destas dúvidas e perguntas. Contudo, mesmo então as suas respostas são fragmentárias e não provêm dela directamente nem no seu próprio idioma. Em vez disso, elas são veiculadas através do Arcebispo Bertone que, das duas horas de conversação com a sua testemunha em cativeiro, nos oferece quarenta e quatro palavras relevantes.
Vejamos agora o somatório das circunstâncias suspeitas que rodeiam todo o contacto com a testemunha-chave do Caso Fátima:
Tanto o Arcebispo Bertone como o Cardeal Ratzinger ocupam altos cargos na Igreja. No entanto, e não obstante o respeito devido a esses cargos, nada consegue vencer a suspeita de que essas circunstâncias não podem deixar de criar em espíritos razoáveis. Nenhum tribunal do mundo aceitaria o depoimento de uma testemunha sujeita a tão bizarras restrições. Ora, quanto à Igreja, é-nos lícito esperar, pelo menos, a mesma medida de transparência e de abertura que um juiz civil requeriria. -Deixem-nos ouvir a testemunha, pelo amor de Deus!
A recente campanha
de desinformação põe a Irmã
Lúcia a contradizer tudo quanto tem afirmado nos últimos 70 anos.
Ter-Se-ia Nossa Senhora de Fátima enganado, ao escolher para Sua
mensageira uma pessoa não credível? Ou ter-Se-á Deus
enganado, ao autenticar a Mensagem de Fátima com um milagre? O que pensa
sobre tudo isto? |
Portanto eu com toda a candura poderei chegar a uma conclusão que seria óbvia para qualquer observador neutro deste misterioso "manuseamento" da Irmã Lúcia de Jesus e do Imaculado Coração: tudo leva a crer que está a ser perpetrada uma fraude.
Mas porquê?
E eu creio que a resposta é que o Cardeal Ratzinger não pensa que está a cometer uma fraude; creio, sim, que ele vê a supressão do testemunho total e livremente expresso da Irmã Lúcia como um serviço que está a prestar à Igreja. Com isto, o que eu quero dizer é que o Cardeal Ratzinger não acredita absolutamente nada nos elementos proféticos da Mensagem de Fátima: nem a) quanto à necessidade da Consagração e conversão da Rússia, e do Triunfo do Imaculado Coração de Maria no nosso tempo, nem b) quanto às desastrosas consequências que teria, para a Igreja e para todo o mundo, o facto de não prestar atenção a estes elementos de profecia. Por conseguinte, o Cardeal consideraria que suprimir tais elementos seria suprimir algumas perigosas falsidades que estão a "perturbar" os Fiéis por muito que a Irmã Lúcia possa acreditar que tudo isto é verdade.
Não se trata de mera especulação da minha parte. Ao confirmar Dhanis como um "eminente conhecedor" de Fátima, Ratzinger expõe claramente que ele tal como Dhanis mantém que os elementos proféticos da Mensagem referentes à Rússia e a tudo o mais que Dhanis apoucou, chamando-lhe "Fátima II" são pouco mais do que congeminações de uma pessoa que, apesar de simples e bem intencionada, está seriamente iludida.
Como Dhanis, "o eminente conhecedor" de Fátima, afirma: "Considerados todos os elementos, não é fácil precisar com exactidão qual o grau de credibilidade que deve ser conferido às declarações da Irmã Lúcia. Sem pôr em causa a sua sinceridade ou a solidez dos juízos de valor que demonstra no seu dia-a-dia, deverá considerar-se prudente usar dos seus escritos apenas sob reserva. ( ) Lembre-se ainda que qualquer pessoa possuidora de boas qualidades pode ser sincera e demonstrar sensatez nos seus juízos de valor quotidianos, mas ter uma propensão para invenções inconscientes dentro de uma determinada área ou, de qualquer modo, uma certa propensão para contar velhas memórias de há vinte anos embelezando-as com consideráveis modificações." Dhanis, que se recusou a examinar os arquivos oficiais de Fátima, lança a dúvida sobre todo e qualquer aspecto da Mensagem de Fátima que não esteja de acordo com as suas tendências: à oração ensinada pelo Anjo, ele chamou-lhe "inexacta"; à visão do Inferno, ele chamou-lhe uma "exagerada representação medieval"; à profecia de "uma noite iluminada por uma luz desconhecida" anunciando o advento da Segunda Guerra Mundial, ele descreveu-a como "elemento suspeito." E quanto à consagração da Rússia, Dhanis declarou chãmente que "A Rússia não poderia ser consagrada pelo Papa sem que tal acto se revestisse de um certo ar de provocação, quer em relação à Igreja separada, quer em relação à União das Repúblicas Soviéticas. Isto tornaria a consagração praticamente irrealizável " Assim, Dhanis declarou que a Consagração da Rússia seria "moralmente impossível devido às reacções que, como se esperava, iria provocar."
A desconstrução que Dhanis faz da Mensagem de Fátima é um exemplo típico de como os modernistas conseguem minar as verdades católicas, com base em premissas inventadas por eles. Então (premissa inventada) se a Consagração da Rússia é moralmente impossível, porque é que Nossa Senhora de Fátima iria pedir que se fizesse? Tendo assim apresentado os factos contra a Irmã Lúcia, Dhanis extrai a "inevitável" conclusão: "Mas poderia a Santíssima Virgem ter pedido uma consagração que, tomada rigorosamente à letra, seria praticamente irrealizável? ( ) Com efeito, tal pergunta parece pedir uma resposta negativa. ( ) Parece, pois, muitíssimo improvável que Nossa Senhora pedisse a consagração da Rússia ( )". Portanto, baseado inteiramente na premissa inventada por Dhanis, o testemunho da Irmã Lúcia é declarado uma fraude.
São estes os pontos de vista que o Cardeal Ratzinger endossou ao declarar Dhanis um "eminente conhecedor" da Mensagem de Fátima. E continuando ainda na mesma linha de Dhanis, é o próprio Cardeal que, no Comentário, afirma que o Terceiro Segredo, no seu todo, poderia bem ser em grande medida uma mistificação: «A conclusão do "segredo" lembra imagens, que Lúcia pode ter visto em livros de piedade e cujo conteúdo deriva de antigas intuições de fé.» É claro que i) se isto é verdade acerca do Terceiro Segredo, ii) também pode ser a verdade de toda a Mensagem de Fátima. Que outra conclusão teria o Cardeal a intenção de "fazer passar" como certa? Pois se ele reduz o culminar de toda a Mensagem de Fátima o Triunfo do Imaculado Coração ao fiat da Virgem Maria, de há 2.000 anos (e nada mais)! O Cardeal completa o revisionismo da Mensagem retirando-lhe as palavras "Por fim " da profecia: «Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará.» Afinal, quais são aquelas palavras dispersas segundo as quais, logo de imediato (para citar Dhanis), «não é fácil precisar com exactidão qual o grau de credibilidade que deve ser conferido às declarações da Irmã Lúcia»?
Semelhantemente, o Cardeal desconstrói a profecia da Virgem Maria de que "Para as salvar [isto é, as almas do Inferno], Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração." Ora segundo a interpretação do Cardeal (que decerto muito agradaria a Dhanis), o profetizado estabelecimento em todo o mundo da devoção explicitamente católica ao Imaculado Coração de Maria fica reduzido a uma prescrição genérica de piedade e santidade pessoal: «O "coração imaculado" é, segundo o evangelho de Mateus (5, 8), um coração que a partir de Deus chegou a uma perfeita unidade interior e, consequentemente, «vê a Deus». Portanto, "devoção" ao Imaculado Coração de Maria é aproximar-se desta atitude do coração, na qual o fiat «seja feita a vossa vontade» se torna o centro conformador de toda a existência.» O que quer dizer que qualquer pessoa pode ter um "coração imaculado": basta conformar-se à vontade de Deus. Repare-se na confusão aqui estabelecida entre os puros de coração, aqueles que se afastaram do pecado, e o único Imaculado Coração i) que foi concebido sem Pecado Original e ii) que nunca cometeu pecado algum, por mais leve que ele fosse. Sugerir que o Imaculado Coração de Maria pode ser comparado ao coração de qualquer um dos fiéis é um grave ultraje feito à Mãe de Deus e é com esse ultraje que o Cardeal termina a sua sistemática dilaceração, membro a membro, do conteúdo profético eminentemente Católico da Mensagem de Fátima.
Torna-se-nos claro, portanto, que tanto o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé como Dhanis dão muito pouca credibilidade ao testemunho da Irmã Lúcia, segundo o qual a Virgem pedira a Consagração e a Conversão da Rússia em ordem a estabelecer no mundo o Triunfo do Imaculado Coração de Maria. É evidente que o Cardeal não acredita que foi Deus que, através do Milagre do Sol, autenticou este testemunho para além de qualquer dúvida. Pois a que outra conclusão pode chegar-se a partir da elogiosa confirmação, por parte do Cardeal, daquele mesmo teólogo que tentou desacreditar toda a profecia de Fátima?
Aqui está, pois, um motivo provável para tudo isto: no seu espírito, o que o Cardeal está a fazer é a proteger a Igreja das perturbações causadas de há muito por uma "revelação privada" à qual ele, do mesmo modo que Dhanis, não atribui grande peso. Assim, o revisionismo ou a supressão do testemunho da Irmã Lúcia sobre estes assuntos, do ponto de vista do Cardeal, nada teria de errado; pelo contrário, o Cardeal poderia bem considerar que era esse o seu dever.
Entretanto, torna-se-nos impossível concluir outra coisa que não seja que a Mensagem de Fátima se encontra agora sob custódia daqueles que, pura e simplesmente, não acreditam nela e desejam considerá-la terminada tal como implantaram a sua marca na nova política do Vaticano do ecumenismo, de uma fraternidade mundial de religiões e de uma Paz obtida através das Nações Unidas. Mas como o mundo se precipita numa queda em espiral para a violência e a devassidão moral, como a não-conversão da Rússia, mais e mais evidente, sobe cada vez mais pedindo a presença de um Deus fulminador resta-nos a nós, simples fiéis, continuar com as nossas simples perguntas; e ainda ter esperança e rezar para que chegue o dia em que aqueles que tomam as rédeas do Poder no Vaticano permitam ao Papa que faça, precisamente, aquilo que a Mãe de Deus lhe pediu há setenta e três anos atrás.
Os diários da Irmã Lúcia registam que em 1931, em Rianjo (Espanha), ao falar do reiterado adiamento da Consagração da Rússia, Nosso Senhor lhe disse: "Eles hão-de arrepender-se, e fá-lo-ão, mas já será tarde." Em que medida será tarde, e quanto mais o mundo e a Igreja terão de sofrer isso depende dos que mantêm a Mensagem de Fátima sob custódia e que controlam todo o acesso à última testemunha, ainda sobrevive, dos seus recados vindos do Céu.
Nota do Editor aos estudiosos de Fátima:. Ocasionalmente, ao referir-se ou ao citar o comunicado de Bertone, este artigo utiliza por vezes a tradução inglesa do Vatican Information Service, do original italiano de 20 de Dezembro [de 2001]; outras vezes, a tradução constante da edição em Língua Inglesa de LOsservatore Romano de 9 de Janeiro [de 2002]; e ainda, muito raramente, se utiliza a nossa própria tradução da versão italiana.
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